E por valar em vizinhança, os bairros também tem as suas, um dia desses escrevi uma crônica sobre as relações entre Graças e Derby e hoje, resolvo falar sobre outro bairro que está muito próximo de nós.

Indo em direção à avenida Rui Barbosa, começam a aparecer mais arranhas-céus que tem desejo de tocar o firmamento, depois de caminhar alguns passos, você está no Espinheiro, vizinho e irmão mais novo das Graças. A atmosfera que paira nas ruas é parecida com a do nosso bairro, padarias, cafés, verde nas calçadas e nos ares pintado pela copa das árvores.

Aliás, Recifinho, modo carinhoso como chamo nossa metrópole tem dessas coisas, muitas vezes, não se sabe ao certo onde começa e onde termina um bairro, os endereços vem com nome de bairros vizinhos, do tipo, uma mesma casa que em algumas correspondências aparece pertencendo à Boa Vista e em outras faz parte da Soledade.

Com as Graças e seus vizinhos, Derby, Espinheiro e Jaqueira também devem acontecer coisas parecidas, eu mesma moro num apartamento que pertence a duas ruas, porque o prédio é formado por vários blocos que ocupam vias paralelas, coisas dos tempos de antigamente, em que as pessoas não economizavam nos espaços.

Eu acho muito cômodo ter dois portões para chegada e saída, quando tenho que ir ao Espinheiro ou à Torre saio por uma rua e se tiver que adentrar nas ruas de nosso bairro ou ir ao Derby, a escolha é pelo outro portão. Simples assim, aliás simplicidade na forma de levar a vida é algo difícil de conquistar, eu falo de não complicar as coisas, de apenas deixar ser e ponto.