a passagem do tempo é uma reflexão que faz parte do meu universo de criação. o rio segue seu fluxo, sabe trilhar seus caminhos, conhece as veredas e não se antecipa a elas. atravessa biomas, relevos e nações, e eu sigo aprendendo com professor kairós, que me dá aulas sobre viver os dias. certos de que todos temos compromissos e trabalhos a cumprir, saibamos bem viver as horas livres, listas de tarefas são para dias de ofício, para folgas e finais de semana, menos obrigações; bom é perceber o que a alma tem vontade de fazer e se deixar levar, ouvir a intuição e que o relógio não seja algoz, mas guia, já que antes não havia ponteiros, minutos e segundos e as pessoas se guiavam pela direção solar no espaço; no meio do horizonte é sol a pino, metade do dia já se passou. o fluxo das horas bem vividas é criativo e natural, segue a pulsação da respiração, conecta-se às raízes do corpo e aos poucos aquilo que você queria fazer vira acontescência, nasce a conexão com o que é essencial, de modo leve e presente, esse não é um manual de bem viver, invente o seu. assinado: querida iza.